Talentos: Recrute, Selecione e Contrate

“Há um velho ditado popular que afirma que a seleção constitui a escolha da pessoa certa para o lugar certo”. Seguindo os preceitos administrativos, primeiramente, as organizações formalizam suas estruturas organizacionais, definindo os cargos e suas posições hierárquicas. Logo após, colocam pessoas nessas “caixas funcionais”, restringindo o que elas podem fazer e com quem elas podem interagir. A eficácia da contratação é definida pelo grau no qual os funcionários aceitam essas regras, papéis e normas da organização. Este processo pode se alongar por meses durante um contrato de experiência com grande probabilidade de reforçar a afirmação: Contrata-se pela experiência e demite-se pelo comportamento.

A escolha de futuros colaboradores para organização depende das respostas a duas perguntas básicas: o que o candidato é capaz de fazer e como ele faz. A primeira pergunta visa levantar informações referentes às competências técnicas do indivíduo; a segunda tem o objetivo de entender como, em termos de competências comportamentais, o indivíduo utiliza suas competências técnicas para gerar valor.

O quesito competência técnica é por natureza objetivo, portanto, historicamente, o desenvolvimento de métodos de avaliação se deu com mais facilidade. Entretanto, com o passar dos anos, verificou-se que a capacidade de um colaborador agregar valor a uma organização está diretamente ligada a capacidade de utilizar os conhecimentos da maneira adequada a cada situação.

O Rational Profile Analyses – RPA torna a avaliação das competências comportamentais mais objetivas. Em linhas gerais, essa ferramenta de análise de perfil comportamental não é um teste psicológico e tem como base um método estatístico linguístico com referenciais em autores como Daniel Goleman e William Moulton Marston.

Em conjunto com as avaliações para determinar competências técnicas, as ferramentas de análise de perfil comportamental auxiliam a identificar o padrão de comportamento da empresa com relação ao mercado na etapa do planejamento, facilitando a análise de cargos que deve considerar a estratégia da organização. O Rational Profile Analyses – RPA permite agregar a análise de cargo o padrão comportamental desejado para o cargo, inclusive de forma gráfica.

Munido de uma descrição de cargo que abrange tanto competências técnicas como comportamentais é possível usar a fase do recrutamento como pré-seleção. Quando um anúncio de cargo contempla também as competências comportamentais, indivíduos que não se sentem confortáveis com certas situações não se sentirão motivados a se candidatar à vaga oferecida.

A fase de seleção é o momento de avaliar cada candidato e escolher a pessoa ideal para o cargo oferecido. Agregar a avaliação de perfil comportamental a essa fase significa comparar objetivamente o perfil comportamental do candidato ao padrão comportamental esperado pela vaga.

A integração desses futuros colaboradores será mais eficiente. A organização poderá oferecer treinamentos com base no estilo de comunicação do colaborador e o conteúdo terá base nos possíveis gaps de competências em relação ao esperado para o cargo, identificados mesmo antes do período de experiência.

O propósito de conhecer o padrão de comportamento requerido pelo cargo e escolher o profissional com o perfil adequado, significa contratar por experiência e comportamento, em outras palavras, aumentar a probabilidade de acerto na escolha dos profissionais, melhorando a produtividade, a retenção e o retorno ao investimento despendido.

Por fim, se para as organizações resultado é o nome do jogo, contratar talentos é essencial para atingir os objetivos. Portanto, é imprescindível saber que pessoas talentosas emergem quando as competências técnicas e comportamentais do cargo vão de encontro com as competências técnicas e comportamentais do indivíduo selecionado.

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